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Tcheco – Um Imortal entre mortais.

Postado: 10th setembro 2009 | Autor: admin | Categoria: Futebol, Grêmio | Tags: , , | 1 Comentário »

tcheco_topNo último sábado (05/09/09) acabei tirando à tarde para lavar meu carro. A lavagem escolhida foi uma nas imediações do Olímpico, deixei o carro lá e recebi a resposta que ele estaria pronto às 17h, fazendo com que eu aproveitasse a cerca de uma hora que teria para botar em dia a mensalidade do Grêmio e dar uma caminhada em torno do estádio. Duramente esta caminhada estive pensando nos últimos anos do Grêmio e toda sua caminhada para voltar a figurar entre os grandes campeões brasileiros. Trabalho esse, de reestruturação, que o São Paulo fez durante anos sem obter resultados, basta lembrarmos que o “fabuloso” Luís Fabiano não ganhou nada pelo clube que o projetou, juntamente com o tão badalado Julio Baptista.
Bom, depois de pegar o carro limpinho estava voltando para casa, afinal, tinha de retornar ao lar para comer algo e botar o manto do Imortal, ouvi que o Grêmio teria Douglas Costa como titular e Tcheco ficaria no banco. Imediatamente achei que seria uma péssima ideia. Observação: Este post não é sobre sacar Tcheco do time ou mantê-lo no time, é um desabafo, um despejo de idéias sobre futebol e para esclarecer não é nem pró-Tcheco muito menos anti-Tcheco. Apenas tenho a opinião de que outro meia deveria sair para entrada de Douglas Costa, não só por não gostar deste outro meia que é unanimidade e sim pelo estilo de jogo mesmo. Terminada a observação vamos continuar. Acho que Tcheco dá sensatez a equipe, um equilíbrio ao time, às vezes, um descontrole emocional necessário aos acostumados à história do Grêmio e também uma frieza irritante, também clássica do Grêmio. Tcheco seria um raro exemplo de perfil de jogador que sempre valorizamos no Olímpico.
O dia determinante na visão que se tem de Tcheco foi o já longínquo 13 de Junho de 2007. Primeiro jogo da final da Copa Liberatadores da América de 2007, contra o Boca Juniors, se não vejamos. O que difere Fernandão que é considerado por muitos o jogador mais importante da história do S.C.I. e que foi selecionado por grandes nomes da história do coirmão como um dos 10 maiores jogadores da história deste clube? Qualidade técnica? Não. Foi gênio com a bola no pé? Longe disso. Apenas um bom jogador. Então o que faz dele um jogador aclamado? Só e tão somente isso, o fato de ter levantado as maiores taças da história do clube e o afinco e dedicação que vestiu a camiseta do S.C.I.
E não venha me dizer que outra coisa, afinal, afinco, dedicação e juras de amor a camisa não tornam ninguém um ídolo através de gerações.
Pense. Fernandão ou Gamarra? No fundo qual o torcedor do S.C.I. se identifica mais? Todos sabamos a resposta, todos sabemos o que Gamarra sempre falou após vestir a camiseta do S.C.I. Tcheco até então é o Gamarra gremista, claro, sem o devido respeito que deveria ter. E fica aqui a dúvida: Tcheco se tornará um ícone não amado ou mal amado sem títulos ou terá a sua glória com a tricolor? Sinceramente não sei.
Uma coisa eu tenho certeza e ele, Tcheco, também. Ele teve sua chance no 13 de Junho de 2007. Um dia de dor não só para gremistas, mas também para Anderson Simas Luciano. O dia que Tcheco não esquecerá.

tcheco


Pós-Jogo: Brasil 3 x 2 EUA, Lição cultural do futebol

Postado: 29th junho 2009 | Autor: admin | Categoria: Futebol, Pós-jogo, Seleção Brasileira | Tags: , , , , | 1 Comentário »

Uma amigo meu me pediu um espaço para fazer um comentário pós-jogo da final da Copa das Confederações que ocorreu ontem e foi vencida pelo Brasil. Então, sem mais delongas ai vai o texto do meu amigo Paulo Eduardo Koscina, mais conhecido como Pow ou Cosquinha.

Lição cultural do futebol

Kaka comemorando segundo gol brasileiro. Foto: Paul Thomas, AP

Aprendi há alguns anos sobre aplicação, tática, disciplina. E há poucos anos comecei a me dar conta do que é estudar.

Do que estou falando?

Vou contar essa história como se fosse  um trabalho científico.

Buscamos primeiro o essencial, a escolha do tema: A lição cultural do futebol.

Logo temos, o planejamento da investigação, o desenvolvimento metodológico, análise dos resultados, elaboração das conclusoes e ao que finalmente venho, a divulgação dos resultados.

Fanáticos, ou simples patriotas amantes do futebol, posso garantir que cada um sentiu um friozinho na barriga quando viu o primeiro gol norte-americano. E o segundo, o que?

Nosso primeiro passo, a investigação.

Os 3 x 0 a favor da seleção brasileira pareciam suficientes para garantir o título da terceira Copa das Confederaçoes em cima da quase inofensiva seleção dos Estados Unidos. Quase, porque há menos de uma semana havia desbancado a favorita finalista Espanha, a conhecida fúria, que aliás, tem um talento técnico e tático que a faz favorita para a Copa do Mundo a ser disputada na África do Sul. Porém, a chamada “fúria” não passou de um “chilique”, como já escutei de um comentarista. De acordo com minha experiência com espanhóis, pois já morei mais de dois anos no país, notei que a equipe é o reflexo do seu povo, que parece que tudo “dá igual”, como dizem eles mesmos, o que significa, usando nossa expressão que  “dá no mesmo”, ou seja, é indiferente se conseguiram ou não a façanha. Esse “sangue” que falta aos espanhóis, sobrou para os brasileiros.

E falando novamente no Brasil, esta seleção tem, sem dúvida, jogadores com uma técnica superior a qualquer outra seleção do mundo, e ultimamente vem demonstrando um nível tático elevado. Podemos buscar a resposta em diversos lugares, desde a capacitação de profissionais, até um nível cultural elevado dos jogadores, afinal, queiramos ou não, o brasileiro tem uma lição de refinamento em vários aspectos quando sai de seu país, principalmente na Europa. Não dizendo que somos inferiores, totalmente ao contrário, se nos refinamos é porque temos uma grande facilidade de adaptação aonde vamos.

Aprendemos idiomas, nem que sejam os mais simples, como o de sinais, sem ter vergonha de gesticular até se fazer entender; nos adaptamos a estilos de vida diferentes e os acolhemos como parte dos nossos. Apenas dois exemplos

da centena deles.

A partir daí iniciamos nossa parte metodológica. Por que o susto tão grande nessa final?

Estados Unidos é uma potência, aliás, a maior potência mundial em diversos aspectos, mas claro, como tudo nesse planeta, não generalizemos. E a base de tudo isso é e sempre foi a aplicação,  a tática e a disciplina, herança dos ingleses que há muitos anos desembarcaram em terras norte-americanas. Não pretendo desenvolver uma aula, por isso vou direto ao tema, o susto na final.

Os Estados Unidos entraram em campo como aquele time que tinha sofrido para chegar lá, em contrapartida, aquele que tinha desclassificado Itália e Espanha, o primeiro indiretamente e o segundo como um direto de Mike Tyson.

Até a metade do primeiro tempo, o país muito conhecido por “atacar” surpreendeu o Brasil com dois “contra-ataques” letais.  Ainda não falamos sobre efetividade. Alguém tem dúvida sobre a efetividade norte-americana?

E já partimos para a elaboração das conclusoes.

Segundo tempo e o Brasil entrou com cara nova, uma organização tática diferenciada daquela do primeiro tempo, então a surpresa, mais rápido do que se imaginava o gol de Luis Fabiano, que por sinal, evoluiu muito em questoes técnicas e táticas, com grande efetividade no ataque brasileiro.

Não falemos sobre o que não aconteceu, como o gol de Kaká, isso não vai ser útil depois do resultado final, só seria se tivesse acontecido o outro. Quando há um erro, mas algo acontece a nosso favor, parece que esquecemos , não?

This is the brazilian way of life.

Luis Fabiano, no final, com o “jeitinho brasileiro”, depois de bate e rebate, aproveitou aquela bola que tava ali no alto sozinha, esperando para ser cabeceada. E não só ele, alguém mais viu o Dunga cabeceando de longe?

E deixo agora para ele a divulgação de reultados; o que parece ser o herói verdadeiro do Brasil, e que seria da Espanha também, aquele que tem o sangue que circula até quando o coração brasileiro pára.

Lúcio, que demonstrou não muita técnica, mas muita capacidade tática, o essencial para uma equipe de futebol, isso mesmo, “equipe”, e nada melhor que o pensamento coletivo para ser um vencedor nesse caso.

Não só em toda a partida, mas em toda a competição vimos suas caras e bocas, desde os gols a favor como os contras.

A palavra é essa, “sangue”, isso é o que nos faz diferentes. Definitivamente não somos patriotas, a não ser quando o assunto é futebol, infelizmente, só quando o assunto é esse. Mas estamos vendo uma revolução, e ella está partindo daqueles que buscam o melhor, os jovens brasileiros estudiosos que não estão satisfeitos com a visão de sempre, querem e precisam mais, um país com uma cultura além de esportiva e carnavalesca, que não é nada errado ou feio, o que muitos pensam. Cultura é a riqueza de conhecimentos de um povo, não há cultura melhor ou pior, simplesmente diferente. Mas precisamos subir nosso nível de civilização, entender mais o que é economia, entender política. Podemos começar com pequenos aprendizados. Entenda a política de sua casa, como seu pai e sua mãe administram o lar; faça um estudo econômico em casa, analise como seus país gastam, dê sugestoes de investimento, nem que sejam em você, faça com que acreditem em suas propostas.

E isso tudo realmente se relaciona em qualquer aspecto.

O Brasil na final da Copa das Confederaçoes nos fez crer que uma virada sempre é possível, e isso tudo, porque com aplicação, tática e disciplina se pode vencer barreiras, como o goleiro Howard.

Mas, tenhamos sempre “sangue” para vencer.

Será que o Lúcio teria marcado se tivesse desistido de tudo?

Como disse, isso é quase um trabalho científico, por isso nao terminarei com uma pergunta, mas a resposta, baseada no comportamento do verdadeiro herói da seleção.

Não desistiria nunca!

Quanto as referências bibliográficas, dedico as palavras de sempre do meu irmão que me ensinou o que é futebol de verdade, os valores humanos que são intrínsecos ao esporte, valores morais esses passados de mãe para filho e a minha professora de política, minha namorada que me fez entender melhor como o “mundo gira” e o que nos pode fazer melhor, muitos livros e uma cabeça aberta.

E essa é nossa base, a família, cuidemos dela antes, depois abracemos o mundo.